A parte que falta, Shel Silverstein


18/04/2018
Aline Nascimento

Com sua poesia hábil e sensível, Silverstein aborda neste livro a busca do autoconhecimento e da completude. A metáfora se dá por meio da história de um ser circular a quem falta uma parte. Otimista, ele se lança no mundo à procura de preencher esta lacuna. À medida que descobre o universo ao redor – e também a si mesmo –, percebe que as relações interpessoais são muito mais complexas e delicadas do que pensava e que a felicidade quase sempre está dentro de nós mesmos – e não no outro. Uma prova de que a liberdade é o maior bem que podemos possuir.


A parte que falta é um livro infantil que foi escrito em 1976 publicado no Brasil em 2013 pela Cosac Naify e republicado em 2018 pelo selo Companhia das Letrinhas.

Aqui no Brasil A parte que falta ganhou seu devido reconhecimento quando no dia 20 de fevereiro desse mesmo ano Jout Jout (Youtuber) publicou um vídeo em seu canal lendo o livro na íntegra. Emocionada ela fala da parte que falta em todos nós.

Shel Silverstein escreveu um livro para crianças, mas que deve ser lido por todos, tenho certeza que em cada momento que realizar essa leitura surgirá novas reflexões; cada pessoa, seja criança, seja adulto interpretará de uma forma naquele momento.

Com poucas palavras e poucas ilustrações em preto e branco Silvestein nos conta a história de um "círculo" que está em busca da parte que lhe falta; tem que enfrentar alguns obstáculos, a procura da parte perfeita, ele encontrará uma parte grande demais, encontrará uma parte pequena demais e assim por diante, em certo momento ele encontrará  a parte perfeita, e a partir desse momento não estará mais incompleto... será? ou será que sempre falta algo assim como disse Jout Jout?
"Oh, busco a parte que falta em mim,
a parte que falta em mim.
Ai-ai-iô, assim eu vou,
em busca da parte que falta em mim".
Você não levará mais de dez minutos para ler A parte que falta mas passará dias extraindo reflexões dessa "pequena" trama. É uma história simples mas com muita profundidade, que merece ser lido.
Quando o livro foi lançado, alguns pais não gostaram do conteúdo, mesmo assim, o livro teve seu reconhecimento e em 1981 o autor escreveu uma continuação A parte que falta encontra o Grande O" que lerei em breve.

Observações sobre o autor/livro:

Em entrevista para a revista Publishers Weekly, em 1975, Sheldon Allan Silverstein (1930-1999) confessou que quando criança "gostaria de ter sido um talentosos jogador de beisebol ou um sucesso entre as garotas. Mas eu não sabia jogar nem dançar. Então, comecei a desenhar e a escrever". Nascido em Chicago (Estados Unidos), Silverstein publicou suas primeiras histórias no jornal militar Pacific and Stripes, enquanto servia o exército americano na Coreia, nos anos 1950.
Seu trabalho chamou a atenção da revista Playboy, na qual colaborou durante seis anos e ganhou notoriedade internacional.
Em 1961, estreou com romance Uncle Shelby's ABZ Book, que despertou a curiosidade de um editor de livros infantis. Dois anos depois, lançou sua primeira publicação para crianças, Leocádio, o leão que mandava bala. Desde então, não parou de escrever. Muitos de seus livros, como Uma girafa e tantoLeocádio, o leão que mandava bala; Quem quer este rinoceronte?; Fuja do Garabuja; A parte que falta e A parte que falta encontra o Grande O, foram traduzidos em dezenas de países. Mas foi A árvore generosa que o consagrou no mundo todo.
Silverstein também se popularizou como letrista de música, especialmente no estilo country. Arriscou-se, ainda, a escrever algumas peças de teatro e roteiros de cinema, sendo o mais famoso Things Change (1988), em coautoria com David Mamet.
Classificação: 5/5

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1 comentários:

  1. Lineee
    preciso comprar esse livro, tão fofo, poucas palavras com um significado absurdo.

    amei ♥

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