Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie


09/03/2018
Aline Nascimento

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.
A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".
Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Entre outras resenhas já disse como é difícil falar de uma leitura impactante, sim esse é um dos termos que utilizo para Sejamos todos feministas da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, um discurso realizado em 2012 sobre gênero que tornou-se um livro símbolo da luta das mulheres.

Em pouco mais sessenta páginas Chimamanda nos relata sua experiência que um pouco mais tarde ela foi identificar como feminismo, nos fala como as pessoas sejam homens ou mulheres tem dificuldade com a palavra feminista/feminismo que nada mais é do que uma luta pelos direitos civis e políticos das mulheres ou a igualdade dos direitos delas aos dos homens.

Nos dias de hoje reconhecemos o espaço que já conquistamos mas também enxergamos que ainda há uma grande lacuna na igualdade homem/mulher digo isso por vivência própria (detalhe aqui no Brasil) agora imagina lutar por essa igualdade na Nigéria um país que está localizado na África Ocidental, é isso que Chimamanda faz; e através dos seus livros, discursos e palestras essa ideologia vem cruzando continentes.

Com um pequeno livro que não gastei mais de uma hora para ser lido, sendo assim meu primeiro contato com a autora posso afirmar que virei fã não apenas da Chimamanda escritora mas acima de tudo a Chimamanda mulher, enfim quero aqui deixar explicito minha indicação desse discurso, seja você homem ou mulher.

Já adquiri outros livros do gênero e caso gostem desse tema espero trazer em breve mais indicações para vocês, da mesma forma que espero em breve também ler mais livros dessa autora que trata e reconhece que SIM ainda existe essa diferença de gênero.

Observações sobre o autor/livro:

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana, conhecida por seus romances e contos. Nasceu em Enugu, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.
Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.
Sejamos todos feministas foi publicado pela primeira vez em 2014 pela Fourth Estate, no Brasil ele foi publicado no mesmo ano pela Companhia das Letras com um total de 64 páginas. Classificação: 5/5

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14 comentários:

  1. Oi Aline!
    Preciso muito ler os livros dessa autora!!

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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  2. Oi Aline,
    Comprei esse livro no dia da mulher e quero ler em breve.
    Sou feminista e adoro ler sobre o tema.
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br

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  3. Oie Aline =)

    Li esse livro faz uns dois anos já e simplesmente adorei! Vi a minha realidade retratada em diversos momentos o que me fez ver que ainda falta muito para alcançarmos a tão sonhada igualdade no mundo.

    Beijos ;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library

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    1. Oi Ane.
      Concordo totalmente com suas palavras, tudo descrito ali é nossa realidade, ou seja é algo que ainda precisamos lutar muito.
      Beijos

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  4. Oi, Aline! Tudo bem?!

    Eu já li muitos comentários a respeito dessa obra, mas infelizmente eu ainda não tive uma oportunidade para lê-la. O tema desse livro é muito interessante e intenso, e eu gosto bastante de ler a respeito disso.

    Beijos
    www.procurei-em-sonhos.com

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    1. Tudo bem...
      Leia sim é uma leitura rápida que vale a pena.
      Beijos

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  5. Olá, Aline.
    Eu tenho esse livro no kindle, mas ainda não consegui ler. Mas só vejo resenhas positivas sobre ele. Acho que é um livro tão atual que precisa ser lido por todos.

    Prefácio

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    1. Oi Sil.
      Verdade é algo que precisa ser lido pela maior quantidade de pessoas possíveis. Beijos

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  6. Oi Aline, ainda não conheci esse, valeu pela dica!
    Blog Entrelinhas

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  7. Oi Aline, tudo bem?
    Excelente dica!
    Eu não li nenhum livro da autora ainda, mas quero muito. Esse tema precisa ser muuuuito discutido e levado a mais pessoas.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. Oi Priih...
      Obrigada, com certeza é um tema que ainda tem muito pano para manga.
      Beijos.

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  8. Oi Aline! Tudo?
    Sempre vejo falarem bastante dessa autora. Fiquei curiosa com as obras dela.

    Beijo!
    www.controversos.com

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    1. Oi Carol também quero ler mais livros dela.
      Beijos

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