A garota no trem, Paula Hawkins


17/11/2016
Aline Nascimento


Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso ela conhece de cor.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. Rachel observa diariamente a casa número 15. Obcecada pelos habitantes a quem ela os chamam de Jess e Jason, ela acredita que eles tem uma vida perfeita, até testemunhar uma cena chocante, antes de o trem seguir viagem.
Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade se chama Megan e está desaparecida. Rachel vai à polícia e conta o que viu, a partir desse momento ela acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.


Às vezes é uma mensagem de texto ou na caixa postal do celular; no meu caso foi um e-mail, a versão moderna do batom no colarinho.
O livro é narrado perante o ponto de vista de três mulheres Rachel, Megan e Anna. Tendo em vista que a maior parte da trama é nos apresentada perante o ponto de Rachel.

Rachel era casada, porém logo nas primeiras páginas descobrimos que o real problema de Rachel é o álcool, ela não consegue viver longe desse vício por muitos dias, e isso fez com que ela chegasse ao fundo do poço, se tornou uma mulher sem amor próprio, seu ex marido agora tem uma vida perfeita ao lado de Anna e sua filha, mas Rachel não consegue seguir em frente.

Sua única distração é observar tudo em volta ao trem, ela tem um olhar diferente de todos os outros passageiros, e no seu ponto de vista em uma casa que ela observa todos os dias mora um jovem casal feliz, a quem ela nomeia como Jess e Jason, após presenciar uma cena Rachel descobre que tudo que ele fantasiou em sua mente não existe, e Megan que é o nome verdadeiro de Jess está desaparecida.

Rachel tenta ajudar a polícia, mas devido ao seu título de alcoólatra todos não levam muito a sério, e de verdade eles tem razão Rachel é uma mulher instável, confusa e devido a bebedeira ela nunca lembra o que fez ou falou, com essa confusão de Raquel achei que o livro não seria uma das minhas melhores leituras, não temos uma protagonista forte, ao contrário é uma personagem super influenciada ela muda de opinião toda vez que um acontecimento é desenrolado, isso enfada a leitura. Porém estamos falando de um thriller psicológico, até a metade do livro não tinha achado nada tão surpreendente estava desvendando e entendendo por aonde a autora estava conduzido essa trama, porém o ponto positivo é que nunca passou pela minha cabeça o desfecho que a autora nos apresentou.

Obsevarções sobre o autor/livro:

Paula Hawkins trabalhou como jornalista durante 15 anos antes de se tornar escritora. A garota no trem é seu primeiro romance, os direitos de tradução foram vendidos para 41 países. Foi publicado aqui no Brasil no ano de 2015 pela editora Record e possui 378 páginas, classificação 4/5. Para quem gosta de cinema  A garota no trem está em cartaz.

Comentários via Facebook

0 comentários:

Postar um comentário