Dias de despedida, Jeff Zentner


15/10/2018
Thiago rodrigo

"Cadê vocês? Me respondam."

Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

Dias de despedidas do autor Jeff Zentner publicado pela editora Companhia das Letras pelo selo Seguinte é um Young Adult que fala sobre luto, superação e perda.

Carver Briggs tinha três melhores amigos: Mars, Eli e Blake. 
Juntos eles formavam os “Trupe do molho” eram inseparáveis. Carver não conseguia imaginar a sua vida sem seus melhores amigos, mas algo terrivelmente trágico acontece e muda totalmente a sua vida. Em uma tarde, os três amigos iam buscar Carver para passar uma tarde juntos, porém morreram em um acidente de carro; logo depois de Carver mandar uma mensagem de texto para Mars, seu amigo que estava dirigindo. 

Essa mensagem foi o real motivo do acidente?

Carver carrega essa culpa do que aconteceu e para piorar um juiz poderoso que é pai do seu amigo Mars almeja abrir uma investigação criminal contra ele, culpando de toda essa tragédia.

Dias de despedida é uma história sensível; enquanto lia me colocava no lugar de Carver. Sentia na pele o que ele estava passando e a culpa que ele carregava. 
Assim como ele fazia mil perguntas... E se ele não tivesse mandado a tal mensagem, eles estariam vivos? E se ele tivesse mandado a tal mensagem para Eli ou o Blake que não estavam dirigindo, eles estariam vivos?

Carver conta com o apoio da sua família, o que é fundamental, sua irmã o convence a fazer terapia, afinal ele começa ter crises de pânico.

A ex namorada de Eli, Jesmyn, se torna a sua única amiga na escola e ambos encontram apoio no outro. Mas com o tempo Carver alimenta sentimentos, pois ele está gostando da ex do melhor amigo que está morto e logo se vê em conflito.

A avó de Blake pede sua ajuda para organizar um dia de despedida para o neto que era tão querido e amado, e Carver não sabe se isso será capaz dele ficar em paz com a sua perda ou se ele entrará em colapso. Mas de qualquer forma ele resolve ajudá-la e é uma das partes mais bonitas do livro.

Os entes dos outros amigos ficam sabendo e também querem fazem um dia de despedida para Eli e o Mars. E assim acompanhamos essa agonia do Carver, pois cedo ou tarde será necessário dizer adeus e seguir em frente. 

Logo no começo fiquei preso e mergulhado nessa história, pois a narrativa do autor é sensível, leve e fácil. É impossível não sentir empatia com os personagens principais e ficar de luto com eles; porém conforme a leitura avançava o ritmo diminuia e ficava menos empolgado, mas foi uma leitura que valeu a pena.

O autor esteve presente na FLIPOP deste ano, onde ele falou um pouco sobre o livro e teve uma sessão de autógrafos. 

Dias de despedida é um livro triste, honesto e sensível que fala sobre amizade, luto e superação. Faz-nos refletir sobre como os pequenos momentos que passamos com as pessoas que amamos são o que realmente importa.

Observações sobre a autora/livro:

Jeff Zentner começou escrevendo músicas. Cantor e guitarrista, já gravou com Iggy Pop, Nick Cave e Debbie Harry. Passou a se interessar pela literatura jovem adulta depois de trabalhar como voluntário em acampamentos de rock no Tennessee. Morou no Brasil por dois anos, na região da Amazônia, e hoje vive em Nashville com a esposa e o filho. Dias de despedidas foi publicado no ano de 2017 pela Companhia das Letras no selo da Seguinte com umtotal de 392 páginas. Classificação: 3,5/5 

O Sol na cabeça, Geovani Martins


07/10/2018
Aline Nascimento

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.

Livro recebido de cortesia da Editora Companhia das Letras

O sol na cabeça é o livro de estreia do autor Geovani Martins, composto por treze contos (Rolézim, Espiral, Rleta-russa, O caso da borboleta, A história do Periquito e do Macaco, Primeiro dia, O rabisco, A viagem, Estaçaõ Padre Miguel, O cego, O mistério da vila, Sextou e Travessia.) Geovani utiliza da ficção para nos apresentar/mostrar a realidade urbana de crianças, adolescentes e adultos, dentro das comunidades brasileiras.

Cada conto possui seu linguajar próprio, específico para seu contexto. Em alguns contos a liguagem é composta gírias e palavrões em outros não, temos cenários críticos socioeconomicamente, temos cenários com um poder aquisitivo melhor. É um livro rico em liguagens.

O sol na cabeça antes de ser lançado no seu próprio país já tinha sido vendido para 8 países, também já teve os direitos vendidos para o cinema; não existe dúvida do burburinho positivo que O sol na cabeça alcançou no mundo literário; nos tempos de hoje dificilmente um autor brasileiro com menos de 30 anos lançando um livro de contos alcancará as proezas que Geovani já alcançou.

Por ser um livros de contos é nítido minhas preferências por algumas histórias, é um livro curto de leitura simples e rápida, caso ainda não tenha lido, vale a pena conhecer essas histórias e além de tudo a escrita de Geovani Martins.

Observações sobre o autor(a)/livro:

Geovani Martins nasceu em 1991, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Trabalhou como "homem-placa", atendente de lanchonete, garçom em bufê infantil e barraca de praia. Em 2013 e 2015, participou das oficinas da Festa Literária das Periferias, a Flup. Publicou alguns de deus contos na revista Setor X e foi convidado duas vezes para a programação paralela da Flip. O sol na cabeça foi publicado pela Editora Companhia das Letras em 2018 com 122 páginas. Classificação: 4/5 

Brubs de volta + Kiera Cass


01/10/2018
Brubs.

Oi gente!! Estou viva!!
Faculdade e serviço estão me ocupando por inteira, por isso meu sumiço aqui no blog.

Pois então, minha última resenha por aqui foi do livro A Elite da Kiera Cass; não vou me estender falando do restante dos livros individualmente, na verdade, vou falar brevemente e dar uma visão geral da série. Bom vamos aos outros livros dessa série...



A Escolha: Foi o melhor livro da série, onde obtivemos muitas respostas e várias coisas se concretizaram, confesso que America me irritou bastante na série, achei ela muito confusa o que fez que a história perdesse um pouco da brilho e achei Maxon um tanto mole para meu gosto, mas, meu amor maior foi por Aspen #TeamAspen. Esse livro finalizou a série de modo perfeito, tem um final de tirar o fôlego e me deixou com várias lágrimas dos olhos.

Daí fiquei me perguntando porque trazer mais dois livros para a série, sendo que a trilogia se fechou de modo tão perfeita? Leiam minha singela opinião...

A Herdeira e A Coroa: Esses dois últimos livros não falam sobre America, Maxon e Aspen, eles aparecem sim na história; mas ambos os livros são voltados para a filha do casal protagonista, menina teimosa, mimada e insuportável: Eadlyn.
Eadlyn terá que passar por uma seleção montada para tirar o foco dos problemas governamentais do seu pai o Rei Maxon, porém, a princesa é totalmente contra essa seleção, uma princesa feminista vamos dizer assim.
Então o que tinha tuso para ser tornar uma história boa, ficou chato, algo forçado em minha opinião. Kiera Cass é ótima, mas deveria ter parado na trilogia. 

Essa foi uma série que sempre tive curiosidade em ler, mas no final acabou se tornando um pouco decepcionante. Indico sim para quem tem vontade de ler, pode ser que para você funcione melhor.   

Céu sem estrelas, Iris Figueiredo


18/09/2018
Thiago rodrigo

Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu primeiro emprego e de ter uma briga terrível com a mãe, a garota decide passar uns tempos na casa da melhor amiga, Iasmin. Lá, se aproxima de Bernardo, o irmão mais velho de Iasmin, e logo os dois começam um relacionamento. 
Apesar de estar encantado por Cecília, Bernardo esconde seus próprios traumas e ressentimentos, e terá de descobrir se finalmente está pronto para se comprometer. Cecília, por sua vez, precisará lidar com uma série de inseguranças em relação ao corpo — e com a instabilidade de sua própria mente.

Quando não vemos estrelas no céu, é preciso buscar a luz ao nosso redor.
O maior medo de Cecília é ser abandonada, esse sentimento de sempre esteve presente em sua vida. Ela não conhece o pai; descobre que o atual namorado de sua mãe a trai e em vez de sua mãe ficar do seu lado, ela acaba escolhendo o padrasto; e pelo fato de ser “gorda” ela luta diariamente com essa insegurança que tem com o seu corpo. O seu maior prazer está nos desenhos e nos livros. Sempre quando está triste e perdida, ela pega um rascunho e desenha o que vem em sua mente. Os livros que ela lê são sempre melancólicos e tristes; então desde o começo da trama já percebemos quais são seus conflitos internos e como ela sofre.

Bernardo é o irmão de sua melhor amiga Iasmim, o qual Cecília sempre teve uma queda, mas por causa de suas inseguranças ela nunca disse o que sente. Mas ela acaba sendo expulsa de casa e passa um tempo na casa de Iasmim, e consequentemente, fica mais próxima dele.

Os dois tem uma paixão em comum a leitura e começam a trocar indicações de livros, Bernardo sente uma curiosidade enorme de conhecê-la mais. Assim nasce um romance entre uma garota que é insegura e um rapaz que é popular totalmente seguro de si.

No começo desse romance Cecilia se sente totalmente insegura, pois ela não entende o que o Bernardo viu nela, afinal ele pode ter quem ele quiser.

Mas, nem tudo é lindo né não?

O livro é dividido em duas partes e acontece algo no fim da primeira parte que deixa o livro mais dark e mais melancólico que você só vai saber lendo.

É difícil falar deste livro, pois quando o terminei me deixou com uma sensação de vazio e tristeza, e não sei se isso é bom ou ruim.

O tema que ele aborda é totalmente necessário porém pesado, mas é obrigatório. Saúde mental é algo muito sério e pouco falado em nossa literatura. A forma que a autora o aborda foi totalmente esclarecedor e literalmente sentimos tudo aquilo que Cecília passa, por isso que quando o terminei, fiquei triste e melancólico.

Os amigos da personagem tem um papel muito importante e mostra como o poder da amizade é essencial.

Acredito que é um livro que vai despertar sensações diferentes para cada um, mas tenho certeza que você não será mais o mesmo depois que o ler Céu sem estrelas.

- Não existe um céu sem estrelas, Cecília. Mesmo quando estão cobertas pelas nuvens, ainda estão lá. A gente só não consegue enxergar.
- É como a esperança – ela comenta, pensativa. – Sempre existe uma saída, mesmo que a gente não consiga enxergar.
- Sim, sempre existe uma saída. Sempre existem estrelas.
Uma história brilhante sobre encontrar a sua força mesmo quando não há esperanças. 

Observações sobre a autora/livro:

Iris Figueiredo nasceu em 1992, na região metropolitana do Rio de Janeiro. É formada em produção editorial pela UFRJ e pós-graduada em transmídia. Já atuou em diversas áreas do mercado editorial e manteve por muitos anos o blog Literalmente Falando. É autora da duologia Confissões On-line: Bastidores da minha vida virtual (Generale, 2013) e Entre o real e o virtual (2015). Classificação: 5/5
Céu sem estrelas foi publicado pela Companhia das Letras pelo selo Seguinte no ano de 2018 com um total de 360 páginas. Classificação 5/5

O sobrinho do mago (Projeto Nárnia #1), C. S Lewis


12/09/2018
Aline Nascimento

Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas  entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é 'O leão, a feiticeira e o guarda-roupa', escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí. Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como 'As crônicas de Nárnia'. Nos últimos cinqüenta anos, 'As crônicas de Nárnia' transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, 'As crônicas de Nárnia' continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades.

No começo do mês de Julho a Duda Menezes do canal Book Addict fez um vídeo convidando para realizarmos uma leitura conjunta do livro As Crônicas de Nárnia do autor C. S Lewis, quando assisti o vídeo fiquei muito interessada em realizar a leitura; não tinha o livro porém tinha créditos no skoob então acabei solicitando o livro.
Enfim a proposta é realizar a leitura em ordem cronológica até o final desse ano, essa mesma ordem foi mantida na publicação do livro pela editora Martins Fontes, abaixo deixarei o cronograma proposto pela Duda e as datas em que ela publicará os vídeos com os comentários de cada livro.

Cronograma do projeto ↓ 
Julho 🔸 O sobrinho do mago (vídeo - 10/08) 
Agosto 🔸 O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (vídeo - 07/09) 
Setembro 🔸 O cavalo e seu menino (vídeo - 12/10) 
Outubro 🔸 Príncipe Caspian (vídeo - 09/11) 🔸 A viagem do peregrino da alvorada (vídeo - 09/11) 
Novembro 🔸 A cadeira de prata (vídeo - 07/12) 
Dezembro 🔸 A última batalha (vídeo - 11/01)

No primeiro livro das crônicas "O sobrinho do mago" conhecemos duas crianças vizinhas Digory e Polly, ao tentarem chegar em uma casa abandonada acabam dentro do quarto do tio André (tio de Digory), aonde Digory nunca entrou, afinal sua tia Letícia nunca permitiu que ele entrasse naquela parte da casa.

Tio André aproveita que as duas crianças estão em seu poder e faz com que Polly toque um anel mágico para testar suas suposições, ele acredita que existe um mundo paralelo, ele utiliza as crianças afinal ele mesmo nunca teve coragem de testar suas suposições; Digory vendo Polly desaparecer magicamente da sua frente resolve partir em busca de Polly.

Juntos eles descobrem que as teorias de tio André estavam certas, existe sim mundos paralelos, e é possível ir e voltar para esses mundos através de magias. Em um dos mundos Digory acaba despertando a rainha Jadis que na verdade é uma feiticeira que há muito tempo atrás destruiu seu mundo.

Em uma dessas "viagens" Digory, Polly e a Feiticeira acabam indo parar em um lugar diferente, nesse momento somos apresentado a Aslam o leão, nesse ápice acompanhamos a criação de Nárnia, Aslam através de uma canção traz vida para esse lugar. Na minha opinião é uma das passagens mais linda desse livro.

Assim começa as verdadeiras aventuras de Digory e Polly para proteger esse lugar, ele se monstra um garoto leal e bondoso, Polly é uma menina corajosa e inteligente.

É inevitável não reconhecer as referências bíblicas nas entrelinhas dessa história. A criação de Nárnia podemos comparar com o livro Gênesis da Bíblia, o próprio Aslam é reconhecido por muitos pela representação de Deus na história, as crianças são chamadas de filhos de Adão e Eva, Digory terá que passar pela tentação de um fruto proibido entre outras referências; C. S. Lewis era cristão e essas referências não estão em vão nessa história.

Fiquei encantada com essa história; As crônicas de Nárnia é um livro que foi escrito para crianças mas que não deixa nada desejar para um adulto. Essa fantasia possue uma linguagem simples e encantadora, é uma história envolvente e cheia de ensinamentos. Feliz em ter As crônicas de Nárnia no meu histórico de leitura, é um livro que quero ter a oportunidade de ler algum dia para Isabela.

Observações sobre o autor/livro:

Clive Staples Lewis nasceu na Irlanda, em 1898. Em 1954, tornou-se professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge. Foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião. Suas obras são conhecidas por milhões de pessoas no mundo inteiro. A abolição do homem, Cartas de um diabo a seu aprendiz, Cristianismo puro e simples e Os quatro amores são apenas alguns de seus bestsellers. Escreveu também livros de ficção científica, de crítica literária e para crianças. Entre estes estão As Crônicas de Nárnia, sucesso mundial absoluto. C. S. Lewis morreu em 1963, em sua casa em Oxford. As Crônicas de Nárnia foram escritos entre 1949 e 1954, tendo sido publicados originalmente no Reino Unido pela editora HarperCollins entre 1950 e 1956. No Brasil atualmente o livro é publicado pela Martins Fontes em um volume único. Classificação: 5/5

Um verão na Itália, Carrie Elks


05/09/2018
Thiago rodrigo

Férias de verão gratuitas em uma bela villa na Itália. A condição? Dividir a casa com seu maior inimigo... O primeiro volume da série As irmãs Shakespeare. Cesca Shakespeare chegou ao fundo do poço. Depois de escrever uma peça de teatro premiada que acabou em desastre, o bloqueio criativo se instalou, sem previsão de ir embora. Seis anos mais tarde, ela acabou de perder mais um emprego pavoroso e está prestes a ser despejada de seu apartamento. Pior ainda, suas irmãs não fazem ideia de como sua vida vai mal. 
Assim, quando seu padrinho lhe arruma uma temporada de verão em uma bela villa italiana, sem ter de pagar nada por isso, Cesca concorda, meio a contragosto, em ir para lá e tentar escrever uma nova peça. Isto é, antes de descobrir que a casa pertence a seu arqui-inimigo, Sam Carlton. 
Tendo acabado de ver seu nome em todas as manchetes pelas razões erradas ― mais uma vez ―, o galã de Hollywood Sam Carlton precisa de um lugar para se esconder. Que opção melhor do que a linda villa desocupada de sua família à beira do Lago Como? Só que, quando ele chega, descobre que a casa não está tão desocupada quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam terão de confrontar o passado. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa ― e depois uma aventura ardente. 
Uma coisa é certa: este será um verão abrasador... Esta é a nova e deliciosa série da autora best-seller Carrie Elks. Você vai conhecer a família Shakespeare: quatro irmãs, quatro histórias... quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro.

Prova antecipada recebida do Grupo Editorial Record

Cesca Shakespeare escreveu uma peça de teatro no passado onde recebeu patrocínios para ganhar vida nos palcos. O ator principal desta peça é nada mais, nada menos que Sam Carlton. Um rapaz bonitão, galã, que tem milhares de seguidoras e um dos principais motivos dos ingressos terem esgotado é por causa dele. Todos queriam vê-lo no palco, mas adivinha? No dia da grande estreia, Sam Carlton desaparece sem deixar rastros e o tão esperado sucesso da peça se torna um desastre.

Depois de seis anos, a vida de Cesca não vai nada bem. Ela tem um bloqueio criativo onde não consegue mais escrever; não consegue ficar em nenhum emprego, está prestes a ser despejada do seu apartamento e está totalmente sem nenhuma expectativa do que fazer da vida. 

Seu padrinho percebendo que ela está totalmente perdida faz uma proposta, ele consegue uma casa de um casal de amigos que fica em uma bela villa na Itália para que ela passe uma temporada.  Ela só vai precisar cuidar da casa, pois os cuidadores estarão de férias, então ela percebe que é uma ótima oportunidade para escrever uma peça nova e se encontrar.

Chegando lá ela encontra um lugar lindo, com paisagens maravilhosas, comidas deliciosas, ou seja, ela está no lugar certo e dessa vez está confiante que esse bloqueio criativo irá sumir, sua esperança é escrever uma nova peça que trará o seu sonho de volta que é ser uma roteirista renomada.

Porém uma visita inesperada aparece, adivinha quem é? Nada mais, nada menos que o Sam Carlton. Sim, é ele. Aquele que arruinou a peça e consequentemente sua vida. Sam se tornou um artista super famoso de Hollywood, mas ele acaba se envolvendo em uma fofoca na mídia e resolve também se refugiar na casa dos pais na Itália. 

Sam não reconhece de imediato quem ela é, mas quando ele descobre ele sente compaixão e aos poucos os dois vão se aproximando e adivinha? O amor está no ar.

Agora vamos para considerações:

Um verão na Itália é aquele famoso romance clichê que todos gostam, mas teve algumas partes que poderiam ser melhores trabalhadas.

No começo vemos uma personagem totalmente engraçada e querendo dar a volta por cima, então foi bem gostoso de acompanhar tudo isso. Foi uma leitura super tranquila e leve, mas quando chegou na metade do livro, eu já estava querendo que ele acabasse logo. Eu gosto de romances leves, pois quando estou com uma ressaca literária, até prefiro ler romances assim, mas acho que esse a autora não soube aproveitar o romance dos dois.

Foi bonito de ver como tudo começou, mas depois deixou a desejar. Uma das coisas que me incomodou bastante foi as cenas picantes em horas inapropriadas. Eu gosto de livros com essa temática, mas acho que foi um pouco exagerado e a tradução deixou a desejar. Um verão na Itália deveria ser um romance gostoso, para ler em um dia chuvoso, onde o tema principal seria recomeços e descobertas, mas infelizmente acabou não sendo. 

Acredito que irá agradar muitos que buscam um romance, mas não esperem grandes reviravoltas e emoções. Mesmo não gostando tanto, fiquei curioso para saber sobre a história das outras irmãs, onde lá fora já foram publicados e por aqui ainda não tem previsão.

Observações sobre o autor/livro:

Carrie Elks vive perto de Londres e escreve romances contemporâneos. Aos 21 anos, saiu da faculdade com um diploma em ciência política, uma conta no vermelho, e seu futuro marido. Ela ama viajar e conhecer pessoas novas, e também já morou nos EUA e na Suíça. Fã de redes sociais, tenta limitar o tempo no Facebook ou no Twitter a momentos roubados entre um capítulo e outro. Quando não está lendo ou escrevendo, pode ser encontrada cozinhando, bebendo um vinho ou tentando descobrir como combinar os dois. Um verão na Itália foi enviado através da caixa VIB - Very Important Book pelo Grupo Editorial Record, o mesmo foi publicado pelo selo Verus com 280 páginas, sendo o primeiro volume da série As irmãs Shakespeare. Classificação Thiago: 3/5

Em pedaços (Recomeços 1), Lauren Layne


28/08/2018
Thiago rodrigo

Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos... ou destrui-los de vez.
Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.
Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente. 
Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Livro recebido de cortesia da Editora Companhia das Letras selo Paralela

Uma mistura de “Como eu era antes de você” e “A bela e a fera”?

Em pedaços, da autora Lauren Layne é daqueles romances clichês que com certeza irá conquistar todos aqueles que gosta de romances.


Olivia é uma garota de 22 anos que é considerada uma garota perfeita. Mora em nova York, é inteligente, linda, tem muitos amigos, consegue o homem que quiser, mas, ela esconde um segredo e para esquecer esse passado que sempre atormenta ela resolve largar tudo e deixa Manhattan para trabalhar como cuidadora de um soldado recém chegado da guerra.

Paul é um homem totalmente amargurado e furioso com a vida e com todos. Sobrevivente da guerra, ele voltou todo destruído por dentro e por fora. Com o rosto totalmente desfigurado e sem o movimento de uma das pernas, ele se tornou uma pessoa totalmente fria, não quer mais sair de casa e fica o dia todo dentro da biblioteca na companhia dos livros e de uma garrafa de whisky. 

Ele mora em uma grande mansão e já teve várias cuidadoras, mas nenhuma conseguiu ficar por bastante tempo, pois ele sempre tratava muito mal. Mas com a chegada de Olivia, uma menina linda, mimada e irritante, ele fará de tudo para que ela desista desse trabalho, mas não é bem isso que acontece. Paul não a trata bem, é grosso e chega a ser até um pouco agressivo, porém Olivia não desiste fácil e resolve ficar e entender mais sobre esse homem tão misterioso que é o Paul. Aos poucos Olivia vai entrando na vida de Paul e fazendo parte de sua rotina, vamos acompanhar o amor surgindo porém ambos estão quebrados e em pedaços.


Paul, mesmo se fazendo de durão, ele é um homem cativante e tem as suas inseguranças, pois ele acredita que todos vão olhar torto para ele por causa de suas cicatrizes, mas Olivia enxerga como ele é por dentro. Paul tem pesadelos todas as noites, acorda gritando e Olivia sempre esta lá nessas horas. Aos poucos ela faz com que ele saia de casa, converse mais e vemos essa fera ficando para trás. Eu tive mais empatia com Paul, assim que descobri o segredo que Olivia guardava,  mas teve um desfecho que eu esperava.



Em pedaços é um romance intenso, com uma pitada hot e que fala sobre o recomeço de duas almas em pedaços que busca no amor a chance de recomeçar e de ser felizes.

Você fez com que me sentisse completo de novo. Pegou uma alma infeliz e em pedaços e mostrou como voltar a viver.


Para todos aqueles que amaram a história de Will e Lou de “Como eu era antes de você” e adora a clássica história de “A bela e a fera”, não pode deixar de ler esse romance.

Observações sobre o autor/livro:

Lauren Layne é autora best-seller na lista do New York Times; adora escrever comédias românticas. Ela mora em Nova York com o marido. Escreveu mais que amigos, publicado pela mesma editora aqui no Brasil. Em pedaços (Recomeços 1) foi publicado em 2018 pela Editora Companhia das Letras pelo selo Paralela com um total de 248 páginas. Classificação: 3,5/5