Jane Eyre, Charlotte Brontë


18/12/2018
Aline Nascimento

Um clássico que explora questões de sexualidade, religião, gênero e classe. Jane Eyre conheceu o sofrimento ainda pequena, na casa da tia que a criou e na austera Lowood Institution onde foi educada. Desde cedo mostrou sua natureza firme e independente e assim ela se manteve por toda a vida: ao abandonar os tormentos de Lowood e se empregar como governanta em Thornfield Hall; ao descobrir o amor mas, com ele, um terrível segredo; ao decidir partir e, depois, recomeçar. 

Essa resenha faz parte do projeto #1001livrosDP



Trecho da apresentação encontrada na edição da Editora Zahar realizada por Antonia Pellegrino.
Você tem em mãos um clássico. E isso pode soar chato. Mas em pouco capítulos você estará largando o celular para almoçar com Jane. Ela será sua companhia no banheiro. Terá lugar cativo na sua bolsa ou mochila. E vai fazer você ir embora mais cedo dos lugares para encontrá-la.
A inteligência precoce, o coração pulsante e a firmeza fazem Jane renegar as qualidades femininas da época e não aceitar sujeitar-se a um destino estreito e repleto de humilhações. Não se assuste, mas isso faz dela uma feminista. Quase setenta anos depois do início dos debates por igualdade de gênero na Inglaterra e na França, Jane/Charlotte ainda estão completamente à frente de seu tempo.

Nesse clássico da literatura inglesa acompanhamos em detalhes a vida da pequena Jane Eyre, nesse romance de formação Jane ainda criança torna-se órfã, assim é levada aos cuidados familiares de seu tios, seu tio a quem Jane poderia sempre recorrer está infermo e acaba morrendo, porém antes de morrer ele solicita que sua esposa cuide de Jane assim como cuidará dos seus filhos; claro que isso não acontece Jane sofre muito na mãos de seus primos, tia e até dos criados. Como uma forma de se 
livrar tia Reed coloca Jane em Lowwod uma instituição de ensino para meninas, nesse mesmo lugar Jane não é poupada do sofrimento mas também é nesse lugar que Jane irá descobrindo sua força e suas vontades, depois de alguns anos nessa instituição ela então torna-se professora, e diante da mesmice Jane descobre-se com um espiríto independente, ela tem sonhos e desejos. Dessa forma ela se tornará educadora de Adele protegida do Sr. Edward Rochester seu senhor por quem Jane acabará se apaixonando. Edward Rochester não é um príncipe encantado, ele é um homem duro, arrogante e machista afinal o contexto da época tornavam os homens assim, porém com o desenrolar da história a "vida" irá lhe ensinar o que realmente tem valor.

Isso tudo que contei no paragráfo acima não é um terço da história desse livro incrível, escrito na época vitoriana assim como muitas histórias daquela época ele traz uma trama gótica em certos momentos, Charlotte abrange muitos assuntos pertinentes à época; em Jane Eyre encontramos críticas sociais e morais, questões de gênero, religião entre outros. Jane Eyre é uma mulher muito à frente do seu tempo, do começo ao fim ela busca seu espaço, sua autonomia, sua independência isso em pleno século XIX que as mulheres eram tão submissas e dependentes.

Em nenhum momento é utilizado o termo "feminismo" durante essa narrativa, afinal o termo não era conhecido em 1847 quando Jane Eyre foi publicado, mas as atitudes, as conversas e as reflexões de Jane deixam claro sua posição perante aquela sociedade que repremiam tão fortemente suas mulheres.

Além de todas mensagens importantes que Jane Eyre nos propõem, ainda sim ele também apresenta uma trama admirável, cheia de reviravoltas e acontecimentos. Jane Eyre foi aclamado por críticos desde seu lançamento e até hoje recebe seus devido reconhecimento. Com certeza é um livro que você deve ler em algum momento da sua vida. E assim ele entra para minha lista de favoritos da vida.
Leia Jane Eyre.
 Das mulheres se espera que sejam muito calmas, de modo geral. Mas as mulheres sentem como os homens. Necessitam exercício para suas faculdades e espaço para os seus esforços, assim como seus irmãos; sofrem com uma restrição rígida demais, com uma estagnação absoluta demais, exatamente como sofreriam os homens. E é uma estreiteza de visão por parte de seus companheiros mais provilegiados dizer que elas deveriam se confinar a preparar pudim e tricotar meias, a tocar piano e bordar bolsas. É insensato condená-las ou rir delas se buscam fazer mais ou aorender mais do que o costume determinou necessário ao seu sexo.
Observações sobre autora/livro:

Charlotte Brontë nasceu em Thornton, dia 21 de Abril de 1816 e faleceu em Haworth dia 31 de Março de 1855 aos 38 anos; foi uma escritora e poetisa inglesa, a mais velha das três irmãs Brontë que chegaram à idade adulta e cujos romances são dos mais conhecidos da literatura inglesa. 
Jane Eyre publicado em 1847 é o romance mais conhecido de Charlotte Brontë. Com toques góticos e boas doses de crítica social e moral, este clássico da literatura pôs-se à frente de seu tempo ao apresentar uma personagem forte e explorar questões de sexualidade, religião, gênero e classe. Acompanhamos o desenvolvimento emocional da protagonista, sua busca por respeito, espaço e autonomia financeira, num mundo que não esperava tais ambições vindas de uma mulher. E, nas palavras de Virginia Woolf, "no fim estamos completamente encharcados pela genialidade, a veemência, a indignação de Charlotte Brontë". Essa edição belissíma da editora Zahar conta com a tradução da escritora Adriana Lisboa e apresentação da roteirista Antonia Pellegrino, traz ainda mais de 240 notas, ilustrações de época e cronologia. E, como anexos, textos para as primeiras edições do livro assinados por "Currer Bell", pseudônimo da autora. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo. Classificação: 5/5

Amoras, Emicida


14/12/2018
Aline Nascimento

Na música “Amoras”, Emicida canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. E é a partir desse rap que um dos artistas brasileiros mais influentes da atualidade cria seu primeiro livro infantil e mostra, através de seu texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância de nos reconhecermos no mundo e nos orgulharmos de quem somos — desde criança e para sempre.


“Um livro que rega as crianças com o olhar cristalino de quem sonha plantar primaveras para colher o fruto doce da humanidade.” Sérgio Vaz

Amoras nos apresenta uma linguagem infantil cheia de ensinamentos necessários na formação de um ser. De forma poética, com frases curtas e de fácil entedimento e com belissímas ilustrações ele nos mostra como o rascismo não deveria mais existir no nosso dia a dia.

Nossa pequena personagem nessa história diz: - Papai, que bom, porque eu sou pretinha também! Quando comparada com pequenas amoras que quanto mais escuras são mais lindas e mais doces.

Sempre gostei de literatura infantil, acredito no poder dos livros na vida de uma criança e depois que tive a Isabela essa pequena biblioteca de livros infantis apenas cresce, assim que chegou o livro Amoras já fiz questão de ler e em seguida ler com ela, claro que com apenas um ano seu entendimento consiste em apenas apontar as ilustrações porém já acho incrível esses momentos que tenho a oportunidade de compartilhar com ela. Amoras é um livro que quero manter na biblioteca dela e continuar lendo constatemente. Além da temática rascismo, o livro cita alguns nomes como Martin Luther King entre outros que com certeza irá despertar a curiosidade dos pequenos. Enfim fica minha super indicação desse belo livro infantil, essencial para nossa cultura. 

Observações sobre autores/livro:

Aldo Fabrini Assayag nasceu em 1988, em São Paulo. Desde cedo, consome quadrinhos e filmes. Designer, trabalha em agência de propaganda, e ilustra por obsessão.
Emicida nasceu Leandro Roque de Oliveira, em uma casinha bem pobrezinha na parte Norte da cidade de São Paulo. Sua imaginação foi sua melhor amiga e o fez visitar mundos incríveis, tranformando-o em astronauta, desenhista, guerreiro, pirata, rei, pintoe, samurai e muitas outras coisas. Tudo sem sair de casa. Foi brincando com sua imaginação e com as palavras que Emicida descobriu sua habilidade de contar histórias fazendo poesias, e ele não parou nunca mais de fazer isso. Acreditou durante muito tempoque muitas coisas eram impossíveis. Hoje, acredita no contrário, e, por meio das histórias que conta, prova que tudo é possível. Amoras foi publicado em 2018 com 44 páginas pelo selo Companhia das Letrinhas. Classificação 5/5 ♥

12 livros para 2019


11/12/2018
Aline Nascimento

Bom dia galera! tudo bem?
Mais um ano terminando e com isso vão surgindo as retrospectivas do ano e novas metas para o próximo ano, sendo assim a primeira postagem dessa temática são os 12 livros para 2019; já separei os livros que pretendo ler o ano que vem, dessa vez estou um pouco mais cautelosa, separei apenas dois calhamaços; afinal não consegui ler todos os livros da meta de 2018 (mas isso é assunto para outro post). São livros que estou com muita vontade de ler e dessa vez espero que tenha feito as escolhas certas e possa cumprir essa meta totalmente. Enfim vamos aos livros escolhidos para o ano de 2019.


  •  A filha perdida - Elena Ferrante
  • 176 páginas
Adquiri esse livro através de uma troca feita pelo skob plus; nunca li nada da autora, queria ter o contato com sua escrita, porém não queria começar por uma série, assim escolhi A filha perdida que é um livro fininho.


  •  A menina que roubava livros - Markus Zusak
  • 480 páginas
Não sou uma leitora que faz muitas releituras, posso contar nos dedos os livros que já reli. A menina que roubava livros foi um dos primeiros livros que li quando estava entrando para esse mundo literário, esse ano resolvi colocar uma releitura e não poderia ter escolhido outro livro.


  •  Carta ao pai - Franz Kafka
  •  88 páginas
Mais um autor que nunca tive contato e resolvi começar por um dos seus livros mais curto.


  •  Clarissa - Erico Verissimo
  •  216 páginas
Assisti um vídeo esse ano da Tatiana Feltrin indicando essa leitura, mais um autor que nunca tive contato.


  •  Dois irmãos
  •  200 páginas
Esse ano tivemos uma adaptação para televisão baseado no livro Dois irmãos do autor Milton Hatoum desde essa época fiquei com muita vontade de conhecer essa história.


  •  Jorge Amado: Uma biografia - Joselia Aguiar
  •  640 páginas
Esse será o calhamaço e o livro não-ficção de 2019. Essa é a biografia mais completa e atualizada do nosso autor brasileiro Jorge Amado, confesso que estou um pouco viciada nas obras e vida do autor, tenho certeza que será uma experiência incrível conhecer um pouco mais da vida desse grande escritor.


  •  O conto da aia - Margaret Atwood
  •  368 páginas
Esse livro consta na minha lista por vários motivos; além de estar com muita vontade de fazer essa leitura O conto da aia consta nas leituras obrigatórias do livro 1001 livros para ler antes de morrer (link do meu projeto #1001livrosDP) além disso existe uma adaptação para série que tenho muita vontade de assistir, ou seja, era necessário colocar na lista de livros para 2019. 

  •  O corcunda de notre dame - Victor Hugo
  •  496 páginas
Não tem como não colocar algum livro do autor Victor Hugo, e o escolhido para 2019 será O corcunda de notre dame nessa edição fantástica da editora Zahar.

  •  O gato malhado e a andorinha sinhá - Jorge Amado
  • 125 páginas
 Esse foi o livro infantil escolhido para 2019. Já disse que quero conhecer tudo do autor Jorge Amado?

  •  menino do pijama listrado - John Boyne
  •  190 páginas
 Já faz alguns anos que li um livro do autor e geralmente livros com pano de fundo da primeira/segunda guerra mundial são os que mais mexem com meu emocional.

  • Olhos d'Água - Conceição Evaristo
  •  114 páginas
Esse também será o primeiro contato com a escritora Conceição Evaristo, quero muito conhecer sua escrita.

Esses são os doze livros escolhidos para 2019, não vou colocar meses para cada leitura, vou lendo conforme a disponibilidade e a vontade; me contem o que acharam das minhas escolhas, já leram algum desses livros ou pretende também ler o ano que vem? Espero no final do ano de 2019 aparecer por aqui para falar que todos esses livros foram lidos.

o morro dos ventos uivantes, Emily Brontë


04/12/2018
Aline Nascimento

O morro dos ventos uivantes é a história inesquecível de um amor que nasceu na infância entre Catherine Earnshaw e Heathcliff, orfão adotado pelo pai da jovem e levado para Wuthering Heights, a propriedade da família. Enquanto Catherine cria laços fortes com Heathcliff, o irmão dela, Hindley, o despreza, tratando-o como um rival. Heathcliff cresce dividido entre o amor por Catherine e a raiva por todas as humilhações às quais é submetido. Uma situação que o obriga a tomar uma decisão que mudará sua vida. 
Em meio a violência de uma tempestade de verão, ele abandona Wuthering Heights. Passa os três anos seguintes longe, e durante esse período, Catherine se casa, apesar de seu coração ainda pertencer a Heathcliff. Ao voltar para o seio de sua família adotiva, ele é um homem mais forte e maduro, pronto a impor a seus velhos inimigos uma vingança tirânica, que por anos manteve reprimida.
Livre das convenções sociais de seu tempo e com uma intensidade emocional sem precedentes, O Morro Dos Ventos Uivantes é um romance original e profundamente trágico, que se consagrou como uma das maiores obras da literatura britânica do século XIX.

Essa resenha faz parte do projeto #1001livrosDP
O Sr. Heathcliff será um homem? E se o é, será louco? E se não é louco, será um demônio?
Geralmente quando um livros torna-se um dos preferidos é muito difícil expressar em palavras os motivos que o tornou tão importante para você. Esse é o caso do livro O morro dos ventos uivantes escrito pela britânica Emily Brontë que morreu tão jovem aos trinta anos; tendo essa história como seu único romance.

O morro do ventos uivantes foi escrito para ser uma história de amor? Talvez. Não sabemos, mas o que lemos em suas páginas nada mais é do que uma história sombria, tenebrosa e doentia. Ao acompanhar as vidas de Catherine e Heathcliff assim como todos personagens envolvidos nessa trama é palpável uma neblina cinza e vento gelado que envolve Wuthering Heights, em vários momentos somos levados aos cenários escritos por Emily.

Heatcliff ao longo da vida torna-se um homem cruel, doentio tendo como único objetivo a vingança. Catherine é uma jovem intragável, manipuladora e culpa todos pelas suas dores. Um livro com tantos personagens frios, mesquinhos e intoleráveis teria tudo para ser um história enfadonha, monótona, mas na mão de Emily isso não acontece, foi um livro que devorei, em vários momentos me pegava pensando aonde aquele história me levaria. A ligação e o ciclo criado pela autora é algo incrível. Acredito que o que mais me impactou nessa história foi não conseguir ter nenhuma afinidade com os personagens, mas ao mesmo tempo estar tão ligada emocionamente nessa história.

Enfim como já disse no começo é difícil expressar todas as emoções que esse livro me proporcionou, assim como é difícil explicar como O morro do ventos uivantes virou um dos livros favoritos da vida mesmo não gostando praticamente de nenhum persoagem, só tenho agradecer essas maravilhas que a literatura me proporciona. Ah, é não se pressione eu super entendo que já leu e não gostou afinal O morro dos ventos uivantes não é uma história de amor, mas caso ainda não leu, leia e tire suas próprias conclusões, mas de verdade espero que você se envolva asim como eu.

Observações sobre autora/livro:

Emily Jane Brontë, nasceu em 30 de Julho de 1818 em Thornton na Inglaterra, foi uma escritora e poetisa, autora do romance Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes), hoje considerado um clássico da literatura  mundial. Era a segunda irmã mais velha das três sobreviventes irmãs Brontë, entre Charlotte e Anne. Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes) foi publicado em 1847 sob o pseudônimo masculino de Ellis Bell. A estrutura do romance e o clima tenso da história levaram a que os críticos não compreendessem e não valorizassem por completo a obra. A violência e a paixão do livro levaram o público vitoriano e alguns dos primeiros críticos que o leram a acreditar verdadeiramente que tinha sido escrito por um homem. Segundo Juliet Gardiner: "a paixão sexual vívida e poder da sua linguagem e descrição impressionaram, deixaram perplexos e chocaram os críticos".Embora tenha recebido críticas na época em que foi lançado, posteriormente o livro foi incluído no cânone dos clássicos da literatura inglesa. Recebeu várias versões oficiais no cinema e inúmeras adaptações. Apesar de uma carta da sua editora indicar que Emily tinha começado a escrever um segundo romance, o manuscrito nunca foi encontrado. É possível que Emily, ou um membro da sua família o tenha destruído, se é que alguma vez existiu, quando a doença a impediu de o terminar. Classificação 5/5

Uma noite e a vida, Chris Melo


29/11/2018
Thiago rodrigo

Considerada a “Nicholas Sparks de saias”, a paulistana Chris Melo está de volta com mais uma trama sensível e romântica sobre a descoberta do amor. Em Uma noite e a vida, Virginia está disposta a deixar sua versão mochileira e passional para trás e entrar de vez na vida adulta, provando para família e para si mesma de que é capaz de crescer sem dramas, mesmo que abandonando sonhos pelo caminho. Prestes a se formar em publicidade, Caio vive a vida como se fosse um galã do cinema, acredita que seu charme lhe abrirá muitas portas, e que a vida se resume a festas, garotas, cigarros e música. Quando o destino une a vida dos dois jovens, Virginia se reencontra com seu lado sonhador, e Caio descobre que nem todo carisma do mundo é capaz de resolver alguns problemas. Entre conflitos familiares, segredos e inseguranças, eles descobrem juntos que amadurecer é doloroso e que o amor chega sem aviso, e acontece mesmo para aqueles que ainda não estão preparados para ele. 

Talvez o momento do encontro seja realmente algo magnífico e inexplicável, mas a profundidade das relações depende de muito mais das horas, olhares e apostas; pois o verdadeiro encantamento do amor acontece no dividir dos dias, na capacidade de carregar a parcela do outro na gente, e em viver sem o pedaço que transcendeu o nosso eu e foi morar dentro de quem amamos de fato. Só assim é amor, e só tem um jeito de descobrir: vivendo.

Uma noite e a vida é o sexto livro da autora Chris Melo, publicado pela Editora Rocco. Um livro para aqueles que gostam de romances com finais felizes.

Virginia é fotografa e ama a natureza. Viveu como mochileira e nessas viagens viveu grandes emoções, mas algo acontece e ela larga tudo que viveu e retorna para São Paulo. Logo se encontra em uma rotina, um emprego entediante mas pelo menos ela está conseguindo pagar as suas contas e vivendo de forma independente, mesmo que isso signifique deixar seus sonhos e planos grandiosos de lado.

Conhecemos Caio que é charmoso, boa pinta, tem um bom papo e é apaixonado por música, festas, cigarros e muita farra. Ele está se formando em publicidade, porém não quer responsabilidades tão cedo em sua vida. Em uma noite, Caio e Virginia estão na mesma festa e ele resolve falar com ela e esses poucos minutos que um passou com o outro fizeram que ambos quisessem se ver e ter algo fora dali. Os dias se passam e ambos se esbarram de novo em uma rua lotada e os dois começam a criar um vínculo com o passar do tempo; assim se torna algo forte.

O destino sempre une os dois e entre conflitos pessoais e familiares, segredos e inseguranças, eles acreditam que um foi feito um para o outro e que não é a toa que o destino quer que ambos fiquem juntos, o sentimentos deles é mais forte do que todas as diferenças que possuem. É bonito presenciar duas pessoas se envolvendo, se permitindo fantasiar o outro, despertar sensações inéditas em si e especular o desconhecido.

A escrita da Chris Melo é sensível, leve e emocionante e o meu livro ficou com varias partes marcadas, pois são citações que sempre vou querer ler e reler.

No começo vou confessar que não estava gostando da história, mas vou te falar o motivo. No início, vemos esses dois jovens descobrindo o amor, a atração que um sentia pelo outro e aquele clichê que gostamos, mas essas idas e vindas que eles têm chegou uma hora que eu pensei: MEW, PARA COM ISSO. SE AMEM LOGO E PAREM DE MI MI MI haha, mas não abandonei e fui até o final e não me arrependi. Gostei do desfecho. Bem no finalzinho acontece algo que me deixou bem triste, mas fez com que eu me ligasse novamente a história.

No final do livro tem uma playlist que a autora criou para se envolver de uma forma mais intensa com a histria, e que playlist gente, que playlist. Muito amor.

Para você que quer ler um romance bem leve, com protagonistas reais e com muitas citações que vão aquecer o seu coração, leia Uma noite e a vida. E ah, é nacional, ou seja, leia nacional e valorize esses autores maravilhosos e talentosos que o nosso país têm.

Booktrailer do livro

Observações sobre o autor(a)/livro:

Chris Melo balzaquiana, habitante oficial do mundo da lua, mestre cuca de feriado e adoradora do culto "papo furado e risada solta". Publicou seis livros e diz que isso é só o começo. Uma noite e a vida foi publucado em 2018 com 256 páginas pela Fábrica 231.

Autores que nunca li, mas gostaria!


19/11/2018
Aline Nascimento

Google imagens j
Boa tarde corujas tudo bem?
Hoje o dia amanhaceu na minha cidade propício como um dia de outono (porém estamos na primavera), clima fresco, cinzento e chuviscando o dia todo, sempre amei o calor mas hoje em dia consigo apreciar um dia com sol radiante assim como dia cinzento, afinal a beleza está nos olhos de quem vê, não é? Nesse dias cinzentos confesso que os livros são os melhores companheiros e hoje cedo parei e fiquei admirando minha estante, então que percebi alguns autores que nunca li, mas que de alguma forma que não sei explicar sinto muito admiração, dessa forma surgiu a ideia de realizar essa postagem e falar para vocês dos autores que tenho na minha estante que nunca li mas gostaria.
Separei cinco, vamos a lista:

  • Charles Dickens 
Tenho na minha estante David Copperfield, mas confesso que não é por esse livro que quero começar, gostaria muito de adquirir e ler Um conto de natal, acho que será uma boa porta de entrada para escrita do autor.

  • Elena Ferrante
Recentemente adquiri por uma troca no skoob A filha perdida acredito que não vou conseguir ler esse ano, mas com certeza estará nas primeiras leituras de 2019.

  • Jane Austen
O livro que tenho da autora acredito que seja o mais famoso Orgulho e preconceito, e é por ele que pretendo conhecer a escrita dessa autora que até hoje recebe críticas positivas.

  • Jorge Amado
O meu contato é totalmente diferente com esse autor, nunca li nada dele, mas confesso que sou uma admiradora da história da sua vida. Já assisti algumas reportagens, já li sobre a vida do autor, ou seja, conheço muito mais da sua vida do que suas obras, mas dessa lista esse com certeza é o autor que vou ter contato primeiro, Capitães da areia está na minha lista de livros para ler esse mês ainda.

  • Lygia Fagundes Telles
As meninas publicado em 1973 traz com cénario São Paulo e a ditadura militar, só por abordar esses temas já aguça meu desejo em fazer essa leitura, imagino que Lygia possua obras incríveis mas o meu grande anseio é ler As meninas.


E vocês qual ou quais autores que nunca leram mas gostaria? Deixe nos comentários vou adorar saber! Beijos

O vale dos mortos, Rodrigo de Oliveira


18/11/2018
Brubs.

2017... Uma profecia esquecida do Livro do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…
Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura de nós. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…
Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta caem desmaiadas, vítimas de um estranho surto… "E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9,2-6.
E um grupo luta para sobreviver num mundo dominado pelo mal.
Com passagens por São Paulo, Brasília, Estados Unidos, China e França, "O Vale dos Mortos" baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia uma transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro e ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo.

Uma história com muita ação e suspense, que vai deixar você eletrizado.

Depois de um enorme tempo querendo ler essa série, eis que chega a tão esperada hora e sim tomei um banho de água fria e vou explicar o porquê!

Como já diz a resenha, o planeta Absinto um planeta vermelho entra em rota com a Terra e o estranho fenômeno acontece, 90% das pessoas em todo o planeta desmaiam e quando acordam se tornaram zumbis...
Os que se salvaram desse fenômeno sobrenatural tentam de tudo para escapar ileso e salvar suas vidas. A história acontece no Brasil, em São José dos Campos. Ivan, sua esposa Estela e seus dois filhos saem ilesos desse fenômeno e logo descobrem que estar vivo nesse momento não é nada favorável. Esses dois personagens Ivan e Estela são os personagens principais, pois a força e a esperteza desse casal é incrível. Esse livro é bem a La The Walking Dead, uma história cheia de passagem eletrizante, corrida para salvar vidas. Ivan e Estela se juntam a outras pessoas que conseguiram escapar e assim tentam exterminar os zumbis e seguir com a própria vida se assim for possível.

É uma história eletrizante em alguns momentos, mas infelizmente em outros momentos não foi assim, muitas coisa se repetiu o que fez com a leitura se tornasse maçante e por isso que tirei algumas estrelinhas na classificação da minha leitura. Mas entendo que por ser um livro introdutório, meio que o autor quis se segurar e conseguiu, pois finalizou o livro deixando uma enorme pitada de curiosidade para o próximo livro que quero poder ler em breve.

Os personagens desse livro são todos muitos valentes e carismáticos, gostei de todos na medida certa, o melhor, a história não ficou voltada somente para os zumbis, teve a luta para conseguir reconstrução da vida das pessoas sobreviventes. 

Indico a leitura principalmente para quem gosta de zumbis e de histórias eletrizantes.

Observações sobre o autor(a)/livro:

Rodrigo de Oliveira nasceu em 1976 em São Paulo, capital. Reside em São José dos Campos, interior de São Paulo. É casado e tem dois filhos.
Técnico em publicidade e propaganda, cursou Publicidade na Universidade Metodista e é graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista. 
Além de escritor também atua como Arquiteto de Sistemas Sênior em São Paulo e é certificado especialista em gerenciamento de projetos pelo Project Management Institute sediado na Filadélfia/Pensilvânia. O Vale dos Mortos (Crônicas dos Mortos #1) foi publicado pela Faro Editorial em 2014 com 304 páginas. Classificação 3/5.