o morro dos ventos uivantes, Emily Brontë


04/12/2018
Aline Nascimento

O morro dos ventos uivantes é a história inesquecível de um amor que nasceu na infância entre Catherine Earnshaw e Heathcliff, orfão adotado pelo pai da jovem e levado para Wuthering Heights, a propriedade da família. Enquanto Catherine cria laços fortes com Heathcliff, o irmão dela, Hindley, o despreza, tratando-o como um rival. Heathcliff cresce dividido entre o amor por Catherine e a raiva por todas as humilhações às quais é submetido. Uma situação que o obriga a tomar uma decisão que mudará sua vida. 
Em meio a violência de uma tempestade de verão, ele abandona Wuthering Heights. Passa os três anos seguintes longe, e durante esse período, Catherine se casa, apesar de seu coração ainda pertencer a Heathcliff. Ao voltar para o seio de sua família adotiva, ele é um homem mais forte e maduro, pronto a impor a seus velhos inimigos uma vingança tirânica, que por anos manteve reprimida.
Livre das convenções sociais de seu tempo e com uma intensidade emocional sem precedentes, O Morro Dos Ventos Uivantes é um romance original e profundamente trágico, que se consagrou como uma das maiores obras da literatura britânica do século XIX.

Essa resenha faz parte do projeto #1001livrosDP
O Sr. Heathcliff será um homem? E se o é, será louco? E se não é louco, será um demônio?
Geralmente quando um livros torna-se um dos preferidos é muito difícil expressar em palavras os motivos que o tornou tão importante para você. Esse é o caso do livro O morro dos ventos uivantes escrito pela britânica Emily Brontë que morreu tão jovem aos trinta anos; tendo essa história como seu único romance.

O morro do ventos uivantes foi escrito para ser uma história de amor? Talvez. Não sabemos, mas o que lemos em suas páginas nada mais é do que uma história sombria, tenebrosa e doentia. Ao acompanhar as vidas de Catherine e Heathcliff assim como todos personagens envolvidos nessa trama é palpável uma neblina cinza e vento gelado que envolve Wuthering Heights, em vários momentos somos levados aos cenários escritos por Emily.

Heatcliff ao longo da vida torna-se um homem cruel, doentio tendo como único objetivo a vingança. Catherine é uma jovem intragável, manipuladora e culpa todos pelas suas dores. Um livro com tantos personagens frios, mesquinhos e intoleráveis teria tudo para ser um história enfadonha, monótona, mas na mão de Emily isso não acontece, foi um livro que devorei, em vários momentos me pegava pensando aonde aquele história me levaria. A ligação e o ciclo criado pela autora é algo incrível. Acredito que o que mais me impactou nessa história foi não conseguir ter nenhuma afinidade com os personagens, mas ao mesmo tempo estar tão ligada emocionamente nessa história.

Enfim como já disse no começo é difícil expressar todas as emoções que esse livro me proporcionou, assim como é difícil explicar como O morro do ventos uivantes virou um dos livros favoritos da vida mesmo não gostando praticamente de nenhum persoagem, só tenho agradecer essas maravilhas que a literatura me proporciona. Ah, é não se pressione eu super entendo que já leu e não gostou afinal O morro dos ventos uivantes não é uma história de amor, mas caso ainda não leu, leia e tire suas próprias conclusões, mas de verdade espero que você se envolva asim como eu.

Observações sobre autora/livro:

Emily Jane Brontë, nasceu em 30 de Julho de 1818 em Thornton na Inglaterra, foi uma escritora e poetisa, autora do romance Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes), hoje considerado um clássico da literatura  mundial. Era a segunda irmã mais velha das três sobreviventes irmãs Brontë, entre Charlotte e Anne. Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes) foi publicado em 1847 sob o pseudônimo masculino de Ellis Bell. A estrutura do romance e o clima tenso da história levaram a que os críticos não compreendessem e não valorizassem por completo a obra. A violência e a paixão do livro levaram o público vitoriano e alguns dos primeiros críticos que o leram a acreditar verdadeiramente que tinha sido escrito por um homem. Segundo Juliet Gardiner: "a paixão sexual vívida e poder da sua linguagem e descrição impressionaram, deixaram perplexos e chocaram os críticos".Embora tenha recebido críticas na época em que foi lançado, posteriormente o livro foi incluído no cânone dos clássicos da literatura inglesa. Recebeu várias versões oficiais no cinema e inúmeras adaptações. Apesar de uma carta da sua editora indicar que Emily tinha começado a escrever um segundo romance, o manuscrito nunca foi encontrado. É possível que Emily, ou um membro da sua família o tenha destruído, se é que alguma vez existiu, quando a doença a impediu de o terminar. Classificação 5/5

Uma noite e a vida, Chris Melo


29/11/2018
Thiago rodrigo

Considerada a “Nicholas Sparks de saias”, a paulistana Chris Melo está de volta com mais uma trama sensível e romântica sobre a descoberta do amor. Em Uma noite e a vida, Virginia está disposta a deixar sua versão mochileira e passional para trás e entrar de vez na vida adulta, provando para família e para si mesma de que é capaz de crescer sem dramas, mesmo que abandonando sonhos pelo caminho. Prestes a se formar em publicidade, Caio vive a vida como se fosse um galã do cinema, acredita que seu charme lhe abrirá muitas portas, e que a vida se resume a festas, garotas, cigarros e música. Quando o destino une a vida dos dois jovens, Virginia se reencontra com seu lado sonhador, e Caio descobre que nem todo carisma do mundo é capaz de resolver alguns problemas. Entre conflitos familiares, segredos e inseguranças, eles descobrem juntos que amadurecer é doloroso e que o amor chega sem aviso, e acontece mesmo para aqueles que ainda não estão preparados para ele. 

Talvez o momento do encontro seja realmente algo magnífico e inexplicável, mas a profundidade das relações depende de muito mais das horas, olhares e apostas; pois o verdadeiro encantamento do amor acontece no dividir dos dias, na capacidade de carregar a parcela do outro na gente, e em viver sem o pedaço que transcendeu o nosso eu e foi morar dentro de quem amamos de fato. Só assim é amor, e só tem um jeito de descobrir: vivendo.

Uma noite e a vida é o sexto livro da autora Chris Melo, publicado pela Editora Rocco. Um livro para aqueles que gostam de romances com finais felizes.

Virginia é fotografa e ama a natureza. Viveu como mochileira e nessas viagens viveu grandes emoções, mas algo acontece e ela larga tudo que viveu e retorna para São Paulo. Logo se encontra em uma rotina, um emprego entediante mas pelo menos ela está conseguindo pagar as suas contas e vivendo de forma independente, mesmo que isso signifique deixar seus sonhos e planos grandiosos de lado.

Conhecemos Caio que é charmoso, boa pinta, tem um bom papo e é apaixonado por música, festas, cigarros e muita farra. Ele está se formando em publicidade, porém não quer responsabilidades tão cedo em sua vida. Em uma noite, Caio e Virginia estão na mesma festa e ele resolve falar com ela e esses poucos minutos que um passou com o outro fizeram que ambos quisessem se ver e ter algo fora dali. Os dias se passam e ambos se esbarram de novo em uma rua lotada e os dois começam a criar um vínculo com o passar do tempo; assim se torna algo forte.

O destino sempre une os dois e entre conflitos pessoais e familiares, segredos e inseguranças, eles acreditam que um foi feito um para o outro e que não é a toa que o destino quer que ambos fiquem juntos, o sentimentos deles é mais forte do que todas as diferenças que possuem. É bonito presenciar duas pessoas se envolvendo, se permitindo fantasiar o outro, despertar sensações inéditas em si e especular o desconhecido.

A escrita da Chris Melo é sensível, leve e emocionante e o meu livro ficou com varias partes marcadas, pois são citações que sempre vou querer ler e reler.

No começo vou confessar que não estava gostando da história, mas vou te falar o motivo. No início, vemos esses dois jovens descobrindo o amor, a atração que um sentia pelo outro e aquele clichê que gostamos, mas essas idas e vindas que eles têm chegou uma hora que eu pensei: MEW, PARA COM ISSO. SE AMEM LOGO E PAREM DE MI MI MI haha, mas não abandonei e fui até o final e não me arrependi. Gostei do desfecho. Bem no finalzinho acontece algo que me deixou bem triste, mas fez com que eu me ligasse novamente a história.

No final do livro tem uma playlist que a autora criou para se envolver de uma forma mais intensa com a histria, e que playlist gente, que playlist. Muito amor.

Para você que quer ler um romance bem leve, com protagonistas reais e com muitas citações que vão aquecer o seu coração, leia Uma noite e a vida. E ah, é nacional, ou seja, leia nacional e valorize esses autores maravilhosos e talentosos que o nosso país têm.

Booktrailer do livro

Observações sobre o autor(a)/livro:

Chris Melo balzaquiana, habitante oficial do mundo da lua, mestre cuca de feriado e adoradora do culto "papo furado e risada solta". Publicou seis livros e diz que isso é só o começo. Uma noite e a vida foi publucado em 2018 com 256 páginas pela Fábrica 231.

Autores que nunca li, mas gostaria!


19/11/2018
Aline Nascimento

Google imagens j
Boa tarde corujas tudo bem?
Hoje o dia amanhaceu na minha cidade propício como um dia de outono (porém estamos na primavera), clima fresco, cinzento e chuviscando o dia todo, sempre amei o calor mas hoje em dia consigo apreciar um dia com sol radiante assim como dia cinzento, afinal a beleza está nos olhos de quem vê, não é? Nesse dias cinzentos confesso que os livros são os melhores companheiros e hoje cedo parei e fiquei admirando minha estante, então que percebi alguns autores que nunca li, mas que de alguma forma que não sei explicar sinto muito admiração, dessa forma surgiu a ideia de realizar essa postagem e falar para vocês dos autores que tenho na minha estante que nunca li mas gostaria.
Separei cinco, vamos a lista:

  • Charles Dickens 
Tenho na minha estante David Copperfield, mas confesso que não é por esse livro que quero começar, gostaria muito de adquirir e ler Um conto de natal, acho que será uma boa porta de entrada para escrita do autor.

  • Elena Ferrante
Recentemente adquiri por uma troca no skoob A filha perdida acredito que não vou conseguir ler esse ano, mas com certeza estará nas primeiras leituras de 2019.

  • Jane Austen
O livro que tenho da autora acredito que seja o mais famoso Orgulho e preconceito, e é por ele que pretendo conhecer a escrita dessa autora que até hoje recebe críticas positivas.

  • Jorge Amado
O meu contato é totalmente diferente com esse autor, nunca li nada dele, mas confesso que sou uma admiradora da história da sua vida. Já assisti algumas reportagens, já li sobre a vida do autor, ou seja, conheço muito mais da sua vida do que suas obras, mas dessa lista esse com certeza é o autor que vou ter contato primeiro, Capitães da areia está na minha lista de livros para ler esse mês ainda.

  • Lygia Fagundes Telles
As meninas publicado em 1973 traz com cénario São Paulo e a ditadura militar, só por abordar esses temas já aguça meu desejo em fazer essa leitura, imagino que Lygia possua obras incríveis mas o meu grande anseio é ler As meninas.


E vocês qual ou quais autores que nunca leram mas gostaria? Deixe nos comentários vou adorar saber! Beijos

O vale dos mortos, Rodrigo de Oliveira


18/11/2018
Brubs.

2017... Uma profecia esquecida do Livro do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…
Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura de nós. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…
Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta caem desmaiadas, vítimas de um estranho surto… "E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9,2-6.
E um grupo luta para sobreviver num mundo dominado pelo mal.
Com passagens por São Paulo, Brasília, Estados Unidos, China e França, "O Vale dos Mortos" baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia uma transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro e ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo.

Uma história com muita ação e suspense, que vai deixar você eletrizado.

Depois de um enorme tempo querendo ler essa série, eis que chega a tão esperada hora e sim tomei um banho de água fria e vou explicar o porquê!

Como já diz a resenha, o planeta Absinto um planeta vermelho entra em rota com a Terra e o estranho fenômeno acontece, 90% das pessoas em todo o planeta desmaiam e quando acordam se tornaram zumbis...
Os que se salvaram desse fenômeno sobrenatural tentam de tudo para escapar ileso e salvar suas vidas. A história acontece no Brasil, em São José dos Campos. Ivan, sua esposa Estela e seus dois filhos saem ilesos desse fenômeno e logo descobrem que estar vivo nesse momento não é nada favorável. Esses dois personagens Ivan e Estela são os personagens principais, pois a força e a esperteza desse casal é incrível. Esse livro é bem a La The Walking Dead, uma história cheia de passagem eletrizante, corrida para salvar vidas. Ivan e Estela se juntam a outras pessoas que conseguiram escapar e assim tentam exterminar os zumbis e seguir com a própria vida se assim for possível.

É uma história eletrizante em alguns momentos, mas infelizmente em outros momentos não foi assim, muitas coisa se repetiu o que fez com a leitura se tornasse maçante e por isso que tirei algumas estrelinhas na classificação da minha leitura. Mas entendo que por ser um livro introdutório, meio que o autor quis se segurar e conseguiu, pois finalizou o livro deixando uma enorme pitada de curiosidade para o próximo livro que quero poder ler em breve.

Os personagens desse livro são todos muitos valentes e carismáticos, gostei de todos na medida certa, o melhor, a história não ficou voltada somente para os zumbis, teve a luta para conseguir reconstrução da vida das pessoas sobreviventes. 

Indico a leitura principalmente para quem gosta de zumbis e de histórias eletrizantes.

Observações sobre o autor(a)/livro:

Rodrigo de Oliveira nasceu em 1976 em São Paulo, capital. Reside em São José dos Campos, interior de São Paulo. É casado e tem dois filhos.
Técnico em publicidade e propaganda, cursou Publicidade na Universidade Metodista e é graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista. 
Além de escritor também atua como Arquiteto de Sistemas Sênior em São Paulo e é certificado especialista em gerenciamento de projetos pelo Project Management Institute sediado na Filadélfia/Pensilvânia. O Vale dos Mortos (Crônicas dos Mortos #1) foi publicado pela Faro Editorial em 2014 com 304 páginas. Classificação 3/5.

O amante da princesa, Larissa Siriani


13/11/2018
Thiago rodrigo

Maria Amélia de Bragança é princesa do Brasil, prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria. Mas não há nada que ela deseje menos do que esse casamento: como alguém pode querer que ela se case com um homem que nem sequer conhece? O que Amélia não esperava é que seu noivo chegasse ao Palácio das Janelas Verdes, em Lisboa, acompanhado do amigo Klaus Brachmann, um homem charmoso e experiente que se sente compelido a seduzir a princesa apenas pelo prazer da conquista. Uma viagem inesperada que Maximiliano precisa fazer se mostra a oportunidade perfeita para que Klaus ensine uma coisinha ou outra a Amélia entre quatro paredes... E, conforme o jogo avança, a possibilidade de casamento se torna cada vez mais remota para a princesa, que agora precisa proteger seu coração a todo custo.

Um romance sensual e divertido sobre as escolhas que são feitas por nós — e sobre tomar as rédeas da vida nas próprias mãos.

Inspirados em personagens reais, o amante da princesa é narrado pela princesa Maria Amélia de Bragança, princesa do Brasil e Klaus Brachmann, amigo de Maximiliano Habsburgo arquiduque da Áustria para quem a princesa está prometida.

Casar com alguém que nunca viu e que não sentiu nenhum sentimento nunca estave nos planos de Amélia. Com a chegada do Duque Maximiliano e seu amigo Klaus, Amélia se sente atraída por Klaus, um homem sedutor, charmoso e justo aquele que ela não está prometida e esse sentimento é recíproco, pois Klaus sente aquele desejo de seduzir a princesa por prazer, mas ele não estava esperando que fosse se apaixonar perdidamente pela prometida de seu amigo.

Com uma viagem inesperada do Duque, Klaus permanece no castelo e os dois vão se tornando mais próximos e íntimos. A química entre os dois acontecem desde o início; assim acompanhamos esse amor proibido.

Romance de época é um dos gêneros que sempre tive receio de ler, pois nunca me interessou e todos seguem aquela linha da mocinha ingénua que se apaixona pelo rico da cidade e blá,blá,blá; mas me surpreendi positivamente com esse romance histórico, ao mesmo tempo ele é tão contemporâneo que com certeza vai agradar aqueles que nunca leu algo do gênero.
" - O corpo é um livro, repleto de histórias para contar – diz quase num sussurro – Se quer aprender comigo, tem que ler meu corpo primeiro. Toque-me. Conheça-me, assim como a conheci na biblioteca (Pág 112) ".
Com um toque sensual, a autora tornou as cenas mais quentes do livro inesquecíveis e memoráveis, impossível não sentir a emoção, paixão e amor ao lê-las. Vocês nunca mais vão olhar para uma biblioteca igual depois de ler esse livro (vocês vão entender quando ler rsrs).

Com quem a princesa irá se casar? Com o amante que o seu coração o pertence ou com o Duque que está prometida e é obrigada a se casar? Será que ela vai seguir o coração ou a razão?

Vou te confessar que o final desse livro foi arrebatador e eu não esperava por ele. O livro da uma reviravolta que com certeza pegará todos de surpresa.

Um livro que te fará sorrir, chorar, suspirar, chorar, chorar e chorar, mas ao virar sua última página você vai sentir o coração transbordar de amor e jamais esquecerá dessa história, pois é impossível.

O amante da princesa tem capítulos curtinhos tornando a leitura fluída e quando você menos esperar a história já acabou e já bate aquela saudade. Preparem-se para fortes emoções e depois nos conte sobre o que achou.

Conheci pessoalmente a Larissa no lançamento do livro na livraria leitura do shopping Dom Pedro, e ela me conquistou só pela simpatia. Foi super atenciosa comigo, mesmo não tendo lido nada de sua autoria, e quando sai de lá, fiquei com vontade de ler tudo que ela publicou, pois além de ser talentosa como escritora, ela é um amor como pessoa. LEIA NACIONAL.

Observações sobre o autor(a)/livro:

Nascida em 7 de maio de 1992, Larissa Siriani nunca soube muito bem o que queria fazer da vida ― até começar a escrever. Publicou o primeiro livro de forma independente aos dezessete anos e, desde então, nunca mais parou. É formada em cinema e, além de escrever, dá aulas de inglês, comanda um vlog literário que leva seu nome e produziu uma websérie para o YouTube inspirada em Senhora, de José de Alencar, um de seus clássicos preferidos da literatura brasileira. Larissa vive em São Paulo com os pais, dois irmãos mais velhos e dois cachorros, e sonha em viajar o mundo, conhecer seu príncipe encantado e encabeçar a lista de best-sellers ― não necessariamente nessa ordem. O amante da princesa foi publicado em 2018 pelo Grupo Editorial Record pelo selo da Verus, com um total de 224 páginas. Classificação 5/5

O peso do pássaro morto, Aline Bei #ProjetoPL


08/11/2018
Aline Nascimento

Livro vencedor do "Prêmio São Paulo de Literatura 2018" na categoria "Melhor Romance de Autor Estreante com Menos de 40 anos". A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim O peso do pássaro morto, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.

Essa resenha faz parte do #ProjetoPL

Em um pouco mais de 150 páginas, em uma leitura fluída, vamos acompanhando esse romance de formação; nossa personagem principal não tem o nome revelado, conhecemos aos 8 anos, mostrando toda pureza e inocência que apenas essa idade é possível conservar, já nessa primeira fase nossa personagem terá que entender e lidar com a morte da sua melhor amiga.
quando ela volta, seu luís?
(ele tirou os óculos
de novo.
o olho de pedra
me assustou um pouco menos)
- ela não volta.
A cada fase da vida dessa personagem somos tragados por uma melancolia profunda. O peso do pássaro morto é um livro que fala sobre luto, acima de tudo sobre perda. Seja a perda pelo luto, seja a perda pelo afastamento de alguém, seja a perda de sentimentos, dos sonhos, da fé; em vários sentidos é um livro de decesso.
o ser humano, filho, matou um alce
e também a África.
também a
Amazônia. também o voto
cor de rosa, também o Rio.
quando um bebê nasce
é preciso contar devagar pra ele
sobre a terra,
o futuro
espera numa concha.
Aline Bei brinca com as palavras, utiliza a linguagem e a oralidade ao seu favor, cria sua própria estrutura; um romance em prosa escrito em formato de poesia. Aline Bei estreou na literatura mostrando a que veio, criando suas próprias características literária. Além da história, sua escrita tem vida própria é uma conversa a parte com leitor.
ser adulto por vezes não deixa a beleza das coisas
entrar tão facilmente,
a gente começar a
desconfiar.
Li esse livro devido ao #ProjetoPL e que grata surpresa, não é por acaso que O peso do pássaro morto ganhou no último dia 05 o Prêmio São Paulo de Literatura 2018, ele merece esse reconhecimento, a literatura nacional e contemporânea merece tê-lo. O peso do pássaro morto é um dos melhores livros que li em 2018 ou quem sabe o melhor livro desse ano. Espero que ele ainda voe muito mais alto.

Observações sobre autora/livro:

Aline Bei nasceu em São Paulo, em 1987. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena. É editora e colunista do site cultural OitavaArte.

O peso do pássaro morto foi desenvolvido em 2016/2017 durante uma oficina literária conduzida por Marcelino Freire aonde ele e mais outro título ganhou o concurso da oficina sendo publicado em 2017 pela Editora Nós em coedição pela Edith.

Prêmio São Paulo de Literatura 
O peso do pássaro morto levou o Prêmio São Paulo de Literatura de 2018 na categoria melhor livro do ano de autor estreante com até 40 anos. A premiação teve início em 2008, atualmente seleciona os melhores livro de ficção, no gênero romance e escrito em língua portuguesa. São 3 categorias selecionadas: melhor livro do ano, melhor livro do ano de autor estreante com mais de 40 anos e melhor livro do ano de autor estreante com até 40 anos. Os vencedores recebem pelo prêmio um valor monetário. Reconhecido internacionalmente como um difusor credenciado da literatura brasileira contemporânea, o prêmio está consolidado como um dos mais importantes do país.

Um amor perdido, Alyson Richmang #ProjetoPL


05/11/2018
Aline Nascimento

Separados pela guerra, ligados pela memória: uma história envolvente e instigante no rastro da Segunda Guerra Mundial.
Na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef, um médico recém-formado. Eles vivem cheios de ideais e de sonhos para o futuro, mas também são judeus e muito ligados à família. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantas outras famílias, são separados pela guerra. As escolhas impostas pelo destino os afastam, mas deixam marcas permanentes: o caos e as informações truncadas dos tempos de guerra os levam a crer que o outro morre.
Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer a mulher que acredita ter morrido. No gueto de Terezín, Lenka sobrevive graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Apesar de todas as provações e dos infortúnios, mantém a chama daquele primeiro amor acesa, guardada em seu coração.

Da glamorosa vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa nazista, Um Amor Perdido explora o poder do primeiro amor, a resiliência do espírito humano e a eterna capacidade de recordar.

Essa resenha faz  parte do #ProjetoPL
Um amor perdido ganhou o prêmio Long Island Reads no ano de 2012.

Lenka e Josef uma história que tinha tudo para ser apenas um clichê romântico traz o peso do cenário do Holocausto.

Somos transportados para cidade de Praga anos antes da Segunda Guerra Mundial, assim conhecemos Lenka e sua família composta por seus pais e sua irmã mais nova. Também somos apresentados a Josef quem Lenka conheceria através de uma Veruska uma amiga com que cursava artes.

Aos 17 anos em 1936 Lenka foi aceita na Academia de Artes de Praga. Já Josef seguindo a carreira e desejo do pai estuda medicina. 

Eles se apaixonam e quando a guerra está prestes atingir Praga eles decidem se casar as pressas afinal seria mais fácil viajar como marido e mulher, assim que o casamento acontece Josef anuncia que não conseguiu passagens e documentos para todos os familiares de Lenka apenas para ela sua esposa. Contrariando todos inclusive seus pais Lenka não os abandona seus pais e promete que logo conseguirá encontrar Josef, e dessa forma os dois se separam.

Todos sabemos os estragos que o holocausto provocou nas pessoas, e assim começa o drama dessa família. Lenka é uma personagem incrível, forte, que realmente ama seus entes. A princípio eles são deportados para o campo de concentração em Terezín, cada qual tem suas obrigações, Lenka foi destinado ao departamento de Artes para criar cartões postais e outras pinturas que eram enviadas e vendidas pelo mundo fazendo com as pessoas acreditassem que os campos de concentrações era apenas um lugar seguro e destinados aos judeus, eles tentavam camuflar as verdadeiras barbaridades que aconteciam dentro desses lugares.

Josef sofre ao não conseguir entrar mais em contato com Lenka, é a mesma sofre por ter perdido Josef e por não conseguir manter seguros seus familiares. 

Um amor perdido é um livro com cenários reais e histórias reais (a autora utilizou histórias reais de diversas pessoas para criar esses personagens), Alyson Richaman fez um trabalho de pesquisa minucioso trazendo a emoção que aqueles lugares despertam. 

Um drama muito bem escrito e desenvolvido, que traz a profundidade que todos os livro que tem como cenário a Segunda Guerra Mundial deveria ter.

Um amor perdido foi um grata leitura que tive o prazer de realizar durante o ano de 2018. Um dos melhores livros desse ano.

Observações sobre livro/autor(a):

Prêmio Long Island Reads 
Um amor perdido ganhou o prêmio Long Island Reads no ano de 2012, essa premiação teve início no ano de 2002 tendo como objetivo reunir leitores dos condados de Nassau e Suffolk (EUA). O comitê organizador da premiação analisa títulos que tem uma conexão direta com Long Island; além disso o livro deve estar disponível em vários formatos facilitando o acesso aos leitores. O evento é patrocinado pelo Sistema de Bibliotecas de Nassau e pelas Bibliotecas Públicas do Condado de Suffolk.

Alyson Richman
Nasceu em 1972 nos Estados Unidos é autora best-seller internacional The Last Van Gogh. Seus romances já foram publicados em dezoito idiomas. Um Amor Perdido foi vencedor do prêmio Long Island Reads em 2012, eleito um dos melhores livros daquele ano e encontra-se em processo de adaptação para o cinema. Richman vive em Long Island com o marido e dois filhos.

Classificação: 5/5